terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Teoria Literária 2015-2 - Atividade 02/02 e 04/02

Prezados alunos de Teoria Literária 2015.2,




Conforme combinado no final de dezembro e anunciado na xerox do planejamento/agenda-dia da disciplina, essa semana terá como componente curricular a História Literária. A programação já foi disponibilizada no planejamento, mas seguem os detalhes deste conteúdo programático:




02/02: Leitura ou releitura definitiva do artigo "Afrânio Coutinho pró e contra".




04/02: Fichamento do referido artigo. Postar o fichamento como comentário a este post.




Nas aulas seguintes, haverá discussão do tema, de modo que os alunos precisam levar perguntas por escrito.



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Teoria Literária 2015.2: Leitura referente à Unidade II

Atenção alunos de Teoria Literária!

Lembrando o compromisso de leitura assumido nas aulas, para o conteúdo programático "História Literária" da Unidade II:

artigo Afrânio Coutinho pró e contra: http://filologia.org.br/xix_cnlf/cnlf/08/004.pdf

Estaremos discutindo o texto nos dias 02 e 04 de fevereiro.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Remarcação do dia de prova 2015.2 Unidade I

Atenção alunos 2015.2 inscritos nas minhas disciplinas (Teo. Lit., Lit. Bras. IV, Lit. Bras. XIV),

Devido à paralisação das atividades nesta semana 07 a 11 de dezembro, o dia de prova foi adiado para 17 de dezembro.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Aula: encontro 03/12

Atenção alun@s matriculad@s em minhas disciplinas de 2015.2:

Após a paralisação do dia 01/12, haverá aula no dia 03/12.

Assunto: revisão para a prova da unidade I.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

2015.2 Literatura Brasileira XIV - 1a. Bateria de Exercícios

Instruções:
a) responder utilizando 300 a 500 palavras;
b) postar as respostas num único comentário a este post;
c) todas as atividades são necessárias para integralização do currículo da disciplina.

Prazo: 24/11.

Sobre o Modernismo no Brasil:

1. Aponte os principais agentes do Modernismo antes de 1922 e suas contribuições.

2. Escolha uma obra desse momento pré-22 e apresente seu entendimento.

3. Apresente uma leitura de Prefácio Interessantíssimo. Evidencie suas características principais no que tange ao modernismo.

4. Apresente uma leitura de Perfeito Cozinheiro ou Manifesto Pau-Brasil. Evidencie suas características principais no que tange ao modernismo.

2015.2 Literatura Brasileira IV - 1a Bateria de Exercícios

Instruções:
a) responder utilizando 300 a 500 palavras;
b) postar as respostas num único comentário a este post;
c) todas as atividades são necessárias para integralização do currículo da disciplina.

Prazo: 24/11.

A partir da apostila "Literatura Brasileira Oitocentista":

1. Explicar a situação da literatura do século XIX diante do problema sobre o que pertence à literatura brasileira e o que não pertence.

2. Apresentar o lugar da literatura oitocentista dentro do panorama geral das literaturas (em especial as lusófonas), com apoio nos Ciclos da Escrita. Explique as razões para este enquadramento.

3. Expor as fases do primeiro período oitocentista, segundo a cronologia da apostila e o capítulo "Sentimentalismo".

4. Descreva a participação dos fundadores do Romantismo.

5. Escolha um texto dos fundadores (na apostila) e apresente seu entendimento.

6. Destaque 10 principais obras do Sentimentalismo.

2015.2 Teoria Literária: Prática

Instruções: a) postar as respostas num único comentário a este post; b) todas as atividades são necessárias para integralização do currículo da disciplina.

Prazo: 30/11.

Nos três textos abaixo, discrimine:

1. alotopias,
2. transposições imitativas do real (mimesis) e
3. criações desrealizantes (poiesis), 

explicando como acontece a ficção, isto é, saída da matéria histórica para o mundo fictício. Exponha a plurissignificação que há em todos esses elementos.

MAÇÃ NO ESCURO (Parte I, Cap. 1)
CLARICE LISPECTOR (0,5 pt.)
Esta história começa numa noite de março tão escura quanto é a noite enquanto se dorme. O modo como, tranqüilo, o tempo decorria era a lua altíssima passando pelo céu. Até que mais profundamente tarde também a lua desapareceu. Nada agora diferenciava o sono de Martim do lento jardim sem lua: quando um homem dormia tão no fundo passava a não ser mais do que aquela árvore de pé ou o pulo do sapo no escuro. Algumas árvores haviam ali crescido com enraizado vagar até atingir o alto das próprias copas e o limite de seu destino. Outras já haviam saído da terra em bruscos tufos. Os canteiros tinham uma ordem que procurava concentradamente servir a uma simetria. Se esta era discernível do alto da sacada do grande hotel, uma pessoa estando ao nível dos canteiros não descobria essa ordem; entre os canteiros o caminho se pormenorizava em pequenas pedras talhadas. Sobretudo numa das alamedas o Ford estava parado há tanto tempo que já fazia parte do grande jardim entrelaçado e de seu silêncio. No entanto, de dia a paisagem era outra, e os grilos vibrando ocos e duros deixavam a extensão inteiramente aberta, sem uma sombra. Enquanto o cheiro era o seco cheiro de pedra exasperada que o dia tem no campo. Ainda nesse mesmo dia Martim ficara de pé na sacada procurando, com inútil obediência, não perder nada do que se passava. Mas o que se passava não era muito: antes de começar a estrada que se perdia em suspensa poeira de sol, apenas o jardim nada mais que contemplável; compreensível e simétrico do
alto da sacada; emaranhado quando se fazia parte dele — e esta lembrança o homem há duas semanas guardava nos pés com aplicação cuidadosa, conservando-a para um uso eventual. Por mais atenção, no entanto, o dia era inescalável; e como um ponto desenhado sobre o mesmo ponto, a voz do grilo era o próprio corpo do grilo, e nada informava. A única vantagem do dia é que na extrema luz o carro se tornava um pequeno besouro que facilmente alcançaria a estrada.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS
MACHADO DE ASSIS (0,5 pt.)
Primeiramente, tomei a figura de um barbeiro chinês, bojudo, destro, escanhoando um mandarim, que me pagava o trabalho com beliscões e confeitos: caprichos de mandarim. Logo depois, senti-me transformado na Suma Teológica de São Tomás, impressa num volume, e encadernada em marroquim, com fechos de prata e estampas; idéia esta que me deu ao corpo a mais completa imobilidade; e ainda agora me lembra que, sendo as minhas mãos os fechos do livro, e cruzando-as eu sobre o ventre, alguém as descruzava (Virgília decerto), porque a atitude lhe dava a imagem de um defunto. Ultimamente, restituído à forma humana, vi chegar um hipopótamo, que me arrebatou. Deixei-me ir, calado, não sei se por medo ou confiança; mas, dentro em pouco, a carreira de tal modo se tornou vertiginosa, que me atrevi a interrogá-lo, e com alguma arte lhe disse que a viagem me parecia sem destino. — Engana-se, replicou o animal, nós vamos à origem dos séculos. [...]
Fiquei vexado e aturdido. A jornada entrou e parecer-me enfadonha e extravagante, o frio incômodo, a condução violenta, e o resultado impalpável. E depois — cogitações do enfermo — dado que chegássemos ao fim indicado, não era impossível que os séculos, irritados com lhes devassarem a origem, me esmagassem entre as unhas, que deviam ser tão seculares como eles. Enquanto assim pensava, íamos devorando caminho, e a planície voava debaixo dos nossos pés, até que o animal estacou, e pude olhar mais tranqüilamente em torno de mim. Olhar somente; nada vi, além da imensa brancura da neve, que desta vez invadira o próprio céu, até ali azul.

SONETO XII
CLÁUDIO MANUEL DA COSTA (0,5 pt.)
Fatigado da calma se acolhia
Junto o rebanho à sombra dos salgueiros;
E o sol, queimando os ásperos oiteiros,
Com violência maior no campo ardia.
Sufocava se o vento, que gemia
Entre o verde matiz dos sovereiros;
E tanto ao gado, como aos pegureiros
Desmaiava o calor do intenso dia.
Nesta ardente estação, de fino amante
Dando mostras Daliso, atravessava
O campo todo em busca de Violante.
Seu descuido em seu fogo desculpava;
Que mal feria o sol tão penetrante,
Onde maior incêndio a alma abrasava.